Sonhou que um dia sorria
e esperando se fez noite
lavou de tudo sua sorte
enquanto o dia fugia.

Despiu-se de preconceitos
vestindo os trapos da noite
que nas sombras cobre afoita
os feitos de agora, soltos!...

Soltou o piar da coruja
ensombrando seus preceitos
não tem brisa que a injeite
ou ar que intente, ou lhe fuja.

São montros que agora acordam
exultando seus penares
juntam em bando, manjares
nas sombras que ali dormitam.

Regorgitam o dia solto
que na noite se perdeu
ao vê-lo de frente escareceu
do jogo do mais afoito!...

MC

 

publicado por mcarvas às 22:08