CANTARES

29.01.13

Cantando, transpira a alma

Num solfejo de palavras

Esconjura temores, amarguras

Um breve tempero que acalma.

 

Nas quadras de alinhavo

Soltam-se cravos e espinhos

Que tão!... Marcam o caminho

Nesse palrar tão esquivo.

 

Sou todo aquele, e o outro

Que retoma a cada tempo

Sem sossego, nem momento

Se atola em seu tormento.

 

Grilhetas em seu bailado

Moldam tudo por perdido

É nesse fado desmedido

Que tudo perde o sentido

 

MC

 

 

 

publicado por mcarvas às 18:09

PERDA TUA

29.01.13

Sorriu virado pró céu

Nesse gesto tão so seu

Sonhos vivos, sonhos deu

Sonhos levou e perdeu!

 

Brilha bem alto, bem longe

Tão longe, bem perto de mim

Tão forte pulsa sem mim

Sem fim, teu brilho em mim.

 

Vela su alma, meu Deus

Já que de mim o roubas-te

Tudo tão meu Tú tomas-te

Meus, que agora são teus!

 

Este manto que me assombra

Alonga-se em mim de lembranças

Gentias são suas tranças

Plantio de esteiros e sombra.

 

Vida dura, vida nua

Que sulca dentro do peito

Rasga pois, bem tudo a eito

Desta perda em vida, a tua!...

 

MC

publicado por mcarvas às 17:52

mais sobre mim

pesquisar

 

Janeiro 2013

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
30
31

comentários recentes

  • Gostei muito desta poesiaLindo,e triste o pobrezi...
  • Lindo, lindo o que aqui li, lembrou-me infância, s...
  • Gostei destas quadras, claro que gostei muito daqu...
  • Adorei.Só hoje dei com o seu espaço, mas vou volta...
  • Olá! Apesar de comentar muito espaçadamente estes ...
  • tenho olhos azuis e sou loiro, a minha namorada te...
  • É bom ter de volta estes preciosos poemas. Fico co...
  • E nas feiras compram votos com canetas e autocolan...
  • Tenho de me penitenciar por ter estado uma semana ...
  • Uma mão cheia de bonitos poemas. Este último, entã...

mais comentados

links

subscrever feeds

blogs SAPO


Universidade de Aveiro