LICENÇA

25.03.13

                II

 

O peido, só tem um sentido

Chegar à porta de rompante

Mas se preso, por um instante

Então, vai ter alarido.

O peido, perde o sentido

Para criar afirmação

Mas da grande satisfação

Quando sai comprimido.

O peido, é coisa boa

E não há quem o não larga

Mesmo quando se caga

No fundo, tudo entoa.

Peida forte, a criança

A menina, e quando adulto

Até o cobarde faz força

E o padre, peida por indulto.

A moça, se elegante

Peida descontraída

Mas fica arrependida

Ao ouvir o cantante.

A mulher avantajada

Não peida,sem ser aos pares

Não tem medo dos ares

Nem de acabar com a boda.

Quando a mulher é magra

Não lhes garante guarida

E numa festa aguerrida

Ri, muito enquanto caga.

Já a mulher poderosa

Caga de qualquer maneira

Diz que não é brincadeira

E peida-se sempre à grosa.

A miss, a custo se larga

E sempre em duplo sentido

Mas com ar comprometido

Fala muito enquanto peida.

A velha, volta-se e peida

Mas sem qualquer preconceito

Diz que lhe apanhou o geito

E não se cala enquanto peida.

O peido, não é brincadeira

E o bufante agradece

Se preso, apodrece

E pode soltar caganeira.

Se ao transar,sentir mau hálito

Cuidado, canal errado

A boca é do outro lado

A não ser força do hábito.

Peida a freira no convento

O médico, no hospita

O juíz no tribunall

E o papa, so larga vento.

O político no parlamento

Peida de qualquer maneira

O ardina, peida na feira

E o aluno na carteira.

O governo, por comportamento

Diz que so peida a direito

Quando chega ao presidente

Esse, só peida por decreto.

Tudo peida minha gente

Por vontade ou tentação

Não percam pois a razão

Ao deixar peido pendente.

 

MC

 

 

 

 

 

 

publicado por mcarvas às 12:33

Licença

25.03.13

            I


O peido pediu ao cu

Licença, para sair

Mas sempre a descair

Fechou-se p'ra não partir

Que o peido, não passa do cu.

Foi tão forte a contracção

E o peido preso à porta

Que a moça em contrição

Fugindo já toda torta

Senta-se em contemplação

Para o cu abrir a porta.

O cu já muito dorido

Que o peido, tinha cozido

Larga tudo de repente

Com força de estrela cadente

E numa forte exclamação

Ribombou como um trovão.

O alívio, foi geral

E a moça sorrindo de novo

Virou-se para seu povo

Que nem cheirava tão mal.

O puto, caiu redondo

Ao levar com o alarido

E a moça descontraída

Disse ser culpa do conde.

Com as bordas do cu a arder

E o nariz a doer

Saltou o muro a fugir

Para nunca mais se ver.

 

MC

 

 

publicado por mcarvas às 12:12

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