Na ribeira d'agrela
banhava-se a cotovia
quantas pedrinhas via
a todas as revolvia.

Num corropio de saltinhos
ora n'uma ou n'outra margem
ao pescoço, uma grinalda de pagem
entoando seu canto em hinos!

Hino à sua liberdade
de em mansos prados voar
um imenso espaço sem par
sem esconder sua vaidade.

Tinha no ninho um filhote
que muitos cuidados pedia
por ele, tudo ela faria

e muito mais ele queria.
N'esta azáfama lá seguia
expondo todos os seus dotes.

MC

 

música: poesia,verdade,pensamento
publicado por mcarvas às 19:24