Dei um passo certo dia
quando te deixei sozinha
qual frágil avezinha
que nesse ficou
a ser o dia em que estou.

O tempo, parou nesse dia.
o céu por ti já chorou
deixei de saber o que sou.
Que o sol que nos alumia
perdeu toda a alegria
por ti, também já chorou.

Ao mar que de mim te levou
pragas roguei mais de mil
p'ra sua dôr não ter fim!
A vida tão só ficou.

Não mais entrei noutro barco
nem no mar mais navaguei!
Desta vida que não parto!...

O farol que é testemunha
de tão vil testamento
conta-me a todo o momento
não ter visto mais a linha
que separa o horizonte.

E ali mesmo de frente
sulcam lágrimas em minha mente.

MC

 

publicado por mcarvas às 19:13