Pragueja no vale o pastor
enxameando com o ruído
um barulho tão fruído
que toma tudo em redor.

Quando o dia nasceu
no vale já se encontrava
onde seu gado pastava
tantas pragas que largou.

O filho da ti rosa mãe
também já tinha chegado.
P'ra ele ergueu o cajado
berrou ao gado também.

Umas couves de explendor
que tinha p'ra consoada
viu-sa às patas vergadas
e à cobiça do pastor.

O gado depressa deixou
ao vêr que o filho da ti rosa mãe
não lhe falava por bem
só no serro ele parou!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:28