Do reflexo da janela
de lá tirei a realidade
só lá ficou a verdade
desta saudade que embala!

Mas nesse espelho ficou
a pobreza de um destino
pois é assim que defino
quem por cá já penou.

Pênas, leva-as o vento
quando seu pêso é singelo
onde até um tenro prêlo
as consome sem intento.

Se duras, ficam vergadas...
quem as vier carregar
é uma vida a penar

sem não mais a largar.
Quan difícil acordar
tantos silêncios escondidos!...

MC

 

publicado por mcarvas às 23:33