Um embrulhado de formas
passeava-se pelos céus
sxpondo Deuses ateus
vociferando suas normas.

O vento que então soprava
tocando nuvens em rebanho
entre rasgos de clarões tamanhos
enquanto o trovão ribombava!

Pronto se vestiu de pranto
com um forte cheiro a cinza
que tomou toda a brisa
no poço do esquecimento.

Abrem-se então os portais
a chuva caíndo em bátegas
soltando fortes golfadas
era o vale dos vendavais!...

Onde não pousa terna ave
nem o mais ousado dos animais
intenta transpor seus portais
receios que em mente agrave.

Ou seja tomado em seus braços
este gosto a sal pimenta
que por todo o chão fermenta
quebrando todos os traços.

Nascem demónios putridos
que vertem névoas e sombras
sempre que mais um ser tomba
há festa e risos garridos.

É neste antrio de perdição
que os mêdos mais se afloram
por tudo, já fragas choram
tomando por sua a paixão.

Estes portais lizídios
que cativam a entrada
depois de linha quebrada
renascem filhos perdidos.

Vergados, o silêncio temem
o silêncio que então dorme
o silêncio que consome
é o princípio do fim!...

MC

 

publicado por mcarvas às 21:08