Noite,refúgio da lira
repasto de grãos perdidos
onde medram os mêdos
e que toda a voz me tira.

Dá-me o que em dia se perde
ela é paz, a flora do silêncio
repouso d'um sossego imenso
acorda a mente, labor que arde!...

Dia, cheio de tudo que se arrasta
angústia, em forma de gente
alguma tem, que não sente
quando do dia se afasta.

Aconchego-me em teu regaço
e nela sinto o despertar
é um doce acordar
quando sinto o teu abraço.

É nesse manto de ilusão
vivências então perdidas
despertam coisa sentida
quando me estendes a mão!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:16