Essas rosas que me encantam!
Essas prosas que me tomam...
Soltam arrepios quando falam
tão ditosas, que me embalam
sem résteas de mau fadar!

É um bailado de côres
tantos são os sentidos
que sôfregos, adormecidos
suspiram parcos sabores!

E neste frenezim encantado
soltam fagulhas ao vento
ao terno sabor do relento
detidos em sono cansado.

Sorriem, sorriem p'ra mim
quan novos; apráz-me saber
que a vida tem novo querer!
No sono, quan parco é o fim.

Adormeço, embebido em seu abraço
e n'ele me dispo do velho
todo pintado a vermelho
que em sangue lavou seu regaço!...

MC

 

publicado por mcarvas às 05:47