A dança de estrelas parou
sob um manto denegrido
saltam fagulhas despidas
na noite que despontou!

Acordam sombras fugídias
que morfeu então largou
nestas, a noite pintou
tantas quantas viu perdidas...

Um sílvio no ar soou
crispando mêdos em franja
pelas bordas, já sobeja
tudo do nada sobrou.

Chovem fagulhas de um salto
abeirando-se da entrada
que é tão míngua a sacada
para acolher tanto pranto!

Planta mágua, planta ódio
planta rancor desmedido
de tão só ficou perdido
nas vertentes do abismo!...

A azáfama que se alonga
n'um sustenido menor
tão abrupta, tão maior
e sob o pranto, já se afoga!...

MC

 

publicado por mcarvas às 15:49