Soltem, soltem os penhascos
abrindo as portas ao meio|
Neste ermo em permeio
urra na fossa o carrasco!...

Soltando brados, vocifera
dentes negros e afiados
vai moldando o cajado
que há-de sotar tal fera.

É neste chão putrido
que as osgas somem no pó
não há termo que de dó
some-se em vida perdido!

Que os negros trapos do dia
caçem e soltem as trevas
soêm tambores de guerra
consumidos na fadiga.

Pasmem-se, infios e ínfias
ao desfilarem nas trevas
que constrem novas heras
sob o jugo da quimera.

Que os cantos acordem todos
primeiro os mais sombrios
trazendo consigo testigos
e venham prenhes de castigos!

Que esses do desgarrado
soltem e atiçem os cães
para que não voltem sãos
venha, venha por fim o degrêdo!...

MC

 

publicado por mcarvas às 19:40