Numa lágrima caída
colhi a côr da dôr
pediu-me ela com fervor
que a não deixasse perdida.

Alheeia de seu fermento
pousando-a bem junto à pêle
para lavar fel e mel
desse seu chão lamacento.

Os dias foram passando
e a lágrima secando
secando com ela o pranto
lágrima do pensamento.

Contos em côro partiram
deixando um espaço vazio
é um lugar tão exíguo
onde não teme que o sigam...

Secou por dentro e por fora
no curto verão da vida
perdeu encejo na partida
não mais almeja a chegada!...

MC

 

publicado por mcarvas às 19:40