Abram-se barreiras à frenre
montem-se das mais fortes
que façam frente a esta sorte
tão dura e grosso porte!

Não hája ponto de origem
que ouse zurzir quem o note
nem mais ceda à passagem.

Soltem a fúria com vigor
desdenhando estar presente
p'ra não mais alguém tente
lavrar em vida o ardor!...

Que seja tolhido do tempo
das heras da maldicência
purguem da terra a essência
que acorda o desalento.

Sangrem toda a palavra
que envolva sentimento
não mais gerar tal elemento
seja nesta ou noutra hera.

MC

 

publicado por mcarvas às 21:46