Irrompe um broto valente
e sua adaga bramia
no bafo que lhe fugia
silvo, soltava a serpente!

A massa amorfa rolava
a cada passada jogada
que a pedra da calçada
ao peso da besta vergava.

Das ventas que eram de ontem
quiçá..., da semana passada
escorriam sobras da contenda
por um escárnio de desdém.

Acólitos, pregadores do queixume
tresmalhavam-se pelas franjas
engalfinhados nas sombras
soltando fagulhas de lume.

Estas ódes de um Deus só
prenhes de impasse e fastio
não ousam pois,pisar o meio
e a podridão não vai só!...

Inflamados..., são os olhares
ao vêr desfilar tanta besta
que das vidas que lhes resta
consomem-se, e a seus pares.

Desfilam no tempo passado
num impasse, sem futuro
que os cravos desse chão duro
são manchas de triste fado.

MC
 

publicado por mcarvas às 17:38