Some-te inglório sentido
que soltas vento quando passas
esse vento da desgraça
que da lama foi erguido.

Chafurdas tu em vida alheia
lavrando só o gentio
que de amores não reza um pio
na pujança de um rendeiro.

E as vagas de vagalumes
em seus castelos de cartas
nessas paragens são a nata
da sociedade de lama.

Proclamas dúbio sentido
com nefasta altercação
que nem na longínqua constelação
ousaria ser convertido.

Nos receios da concórdia
expeles joio pela venta
para atiçar a contenda
p´ra semear a discórdia.

Que vás por essas paragens
e nos carreiros te desnudem
que não te sobre penugem
nem retorno na viagem.

Que os ares que aqui deixas-te
se possam pois desvanecer
que o verde volte a crescer
sobre o jugo que largas-te.

Sigam-te silvas em magotes
e rasguem tudo que possam
as dores contigo socumbam
sobre o peso do archote.

Arre!...

MC

publicado por mcarvas às 02:50