As ondas que se levantam

Trazendo ventos de esperança

Quiçá, tempos de rica bonança

Em todo que é velho suplantam.

 

Cavalgam em suas cristas

Avantajadas esperanças

Crispam-se em brigas e rixas

Das mais íngremes já viatas.

 

Nesse sal, se purga a alma

Numa salmoura à deriva

Nesses prados sem guarída

Trópega, se enrola na espuma.

 

Oh saudosos madrigais

Que de côr tudo pulsava

Sublime trova ladrava

no cêrco dos vendavais.

 

Que os sois brilhantes de outrora

Sejam engolidos nas trevas

Com suas fortes prêsas

Rasguem o depois, o agora!...

 

MC

publicado por mcarvas às 18:29