O vôo da noite, pousou

Sobre o lugarejo perdido

Entre o xisto empedernido

Nem de espreitar, alguém ousou!

 

Com seu uivo arrebeta

As franjas que o luar semeou

Sob si já domou

O trapo de luz que desbota.

 

Passos de fraca firmeza

Ecoam na escarpa encravada

Calcando carreiros do nada

Vagueia envolta em tristeza.

 

A cria do homem tem mêdo

Mêdo de não ver mais além

Curte na noite o desdem

Da luz que lhe foge, tão cedo!

 

Que praças de silêncios estes

que não vislumbram ninguém!

Tolhem caminhos que vêm

Gerem arribas funestas!...

 

A crias do homem, tem mêdo

Mêdo de não ir mais além!...

 

MC

publicado por mcarvas às 10:51