Medram hostes, do nada

Vertidas em campos rosados

Tolhem, todos os prados

Sortes estas, malfadadas.

 

 

Senti-te baixinho a orar

Chorando, bem junto a mim

E num crepitar sem fim

Teus olhos a marear!

 

O mar d'àgua se esbateu

E logo o sol despontou

De fulgor, tudo tomou

Quando em ti se deitou.

 

Honraria, te seja feita

 Sem desdém ou preconceito

Vingue forte em teu peito

A liça de tua desfeita.

 

Campina, de olhos tristes

Carregas em ti forte peso

Essa cruz de arremesso

Cavalgando tempo agreste!

 

Voa bem alto franzina

De roupagem colorida

Seja a luz, tua guarida

Num mar de despedida.

 

MC

publicado por mcarvas às 17:28