Verdes prados já não vejo
nem o céu lhes resistiu
tão sombrio está meu leito
meu peito de negro vestiu
que nem já dia almejo. 
 
a vil tristeza me amarras-te
agarras-te, não mais largas-te
que em teu seio me consumo.
Tão duro que é perder-te
Tão duro que é amar-te
A vida perdeu seu rumo.

A cada dia que passa
A cada minuto que pulsa
Tanto segundo correu
e todo meu ser parou
Parou, não mais andou
a minha vida esreuceu.

No oásis de meu ser
brota frondoso deserto
Quan duro e tão agreste
de esperança já não ter.
Maior sorte não podia querer
de neste momento morrer!...

 

MC

 

publicado por mcarvas às 17:36