Sopro do pensamento

13.11.08


Era uma manhã fria
quando a porta se abriu
e logo ali se ouviu
o som que mais temia!...

Um violino que soltava
notas soltas de vil conto
a todas tomo e não solto
e que em meu peito se crava.

Foi n'uma manhã tão fria
que minh'alma se perdeu
não mais ela aqueceu!

O silêncio que a tomou
o sol não mais brilhou
e mais o frio temia!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:32

Teu sono

13.11.08


Era um momento solene
quando em braços dormias
a leveza que sentias
transpira em meu peito que dorme.

Poder bem alto subir
p'ra mais perto me encontrar
poder-me a teus pés deitar
que teu sono possa sentir.

Quando por fim te encontrar
dar azo a forte sentir
encantos, ainda por vir
teu sono, poder embalar!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:28

Ventos de despedida

11.11.08


Eram tantas as janelas
que se abriram, qual altar
em todas, lenços a abanar
os ventos da despedida.

Soluços encheram o ar
tantos quantos ousei vêr
nos céus sem nada temer
pairavam aves, para te louvar!

Edílico esse momento
esse momento capital...
vivê-lo, um grande mal
senti-lo, é um tormento.

MC

 

publicado por mcarvas às 17:32

Honrarias

10.11.08


Falas-te tão de mansinho
bem junto ao meu ouvido
meu peito então despedido
deu um salto destemido
ao vêr-te em meu caminho.

E nas parêdes da praça
expôs toda a tua graça
e a todas as gentes que passam
ele ergue a ti a taça
rogando que o também façam.

MC

 

publicado por mcarvas às 19:15

Desnorte

10.11.08


Dei um passo certo dia
quando te deixei sozinha
qual frágil avezinha
que nesse ficou
a ser o dia em que estou.

O tempo, parou nesse dia.
o céu por ti já chorou
deixei de saber o que sou.
Que o sol que nos alumia
perdeu toda a alegria
por ti, também já chorou.

Ao mar que de mim te levou
pragas roguei mais de mil
p'ra sua dôr não ter fim!
A vida tão só ficou.

Não mais entrei noutro barco
nem no mar mais navaguei!
Desta vida que não parto!...

O farol que é testemunha
de tão vil testamento
conta-me a todo o momento
não ter visto mais a linha
que separa o horizonte.

E ali mesmo de frente
sulcam lágrimas em minha mente.

MC

 

publicado por mcarvas às 19:13

Vôos mansos

09.11.08


Oh santos, oh pecadores
oh criadores de venturas
levai-me destes taludes
onde talhei minhas dores.

Vôos brancos possa ter
todos quantos possa querer
poder não voltar a temer
nem tampouco mais sofrer!...

Será pedir demais
que a noite luz, possa ter?
Entre as sombras poder vêr

a força deste meu ser
que insiste em revolver;
Não ser um entre os demais...

MC

 

publicado por mcarvas às 13:55

Cisne branco

09.11.08


Cisne branco, cisne branco
oh cisne de poupa esguia
meu caminho, minha via
p'ra outros mundos de pranto.

Trazes contigo lembranças
talhadas no pensamento
geradas em fogo lento
saudosos tempos de criança.

És uno entre os demais
criador da existênciapois
geras forte essência
no vale dos vendavais.

Avivas com teu voar
as dôres de um recordar
colhidas em manto imenso

nesses vastos céus sem par.
Ao vêr-te tudo se adensa...
é minha alma a gritar!.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:19

Prazer maior

08.11.08


Um manto me cobriu
de saudade e esperança
na senda da confiança
ousei sorrir, e ele se abriu!

E uma paz me tomou
ao ver-te tão junto, enfim...
esta saudade que há em mim
que tão fundo se implantou.

Não há prazer maior
neste ou noutro mundo
um prazer tão profundo
honrar ser teu portador.

Foi nesse tempo que te vi
e logo ali compreendi
o que é a vida sem ti!...

MC

 

publicado por mcarvas às 14:48

Solfejo

15.10.08


Quero contar à lua
relatos de um encanto
sob socinto manto
de verdade, nua e crua.

A leveza d'um espírito
em frondosa harmonia
alberga em seu séquito
estonteamente euforia.

Sempre em crescendo maior
vai germinando um solfejo
singelo e terno desejo
em cumplicidade menor.

Gestação permente
encejo de novo alento
cai o pano, muda o tempo
verdade desse momento.

Em branco se acomodou
de pureza se vestiu
nada mais lhe resistiu
tudo que queira... lhe dou.


MC

 

publicado por mcarvas às 17:57

Teu sorriso

14.10.08

Teu sorriso


Uma rosa te darei
alvitando teus preceitos
teus gestos e teus defeitos
a todos eu honrarei.

Espero de ti um sinal
ou mesmo um ténue sorriso
vêr-te é meu paraíso
um esperançoso final.

Teu sorriso agarrei ontem
vindo do alto céu
quando uma estrela me deu
novas tuas do além.

E nesse momento orei
a essa estrela cadente
ter-te deixado em minha mente
por ti, meu bem eu chorei.

Com as lágrimas lavei
o rosto aquela estrela
de tantas, é a mais bela
e em meu peito a guardei!...

MC

 

publicado por mcarvas às 22:16

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