Sentir Difuso

21.11.13

Em tuas faces rosadas 
Vi enlevos de paixão 
Ternura, compreensão 
Rubores de exaltação. 

Vi todas as coisas tomadas 
E outras, em pousio formadas 
O mundo tao intenso 
Um sentir tao difuso 
Um corolário imenso 
Pensar-te o meu sustento. 

Por ti, guerras tomei 
E outras tantas que ousei 
Por ti, em mim me fiquei!... 

Dorme em paz
Contigo 
Minha alma jaz. 

MC

publicado por mcarvas às 06:33

PERDA

12.10.12

    Olá Meu filho saudade muuito grande deixas.Estejas em paz meu anjo.

publicado por mcarvas às 13:35

Teu nome

10.12.08


Nas nuvens gravei teu nome
para dar a volta ao mundo
preguei-o com cravos, bem fundo
para não haver quem o tome.

Pintei-o de azul anil
com a tinta de sorrir
e estrelinhas a luzir
juntaram-se-lhe mais de mil!

Dos céus caíu um cometa
que à nuvem se prendeu
ao mundo, mil voltas deu
tão veloz como uma seta.

Em meus braços o deixou
lavado por tanta estrela
qual delas, tú a mais bela
p'ra sempre comogo ficou.

A nuvem p'ró céu voltou
e o cometa então partiu
só esta saudade não caíu
a todo ela me tomou.

MC

 

publicado por mcarvas às 23:41

Lavar o fado

17.11.08


Era uma casa amarela
escondida entre o arvorêdo
toda cheia de enrêdo
porticos, com janelas em vela!

Tinha um jardim bem tratado
pedrinhas rondavam os canteiros
dois bancos sob o pinheiro
e um baloiço pendurado.

Voava nele uma moçoila
com o cabelo esguedelhado
coberto de um tom dourado
cavalgando em sua cêla.

Soltava prozas ao vento
que soprava leve aragem
nem bulia a folhagem
não fosse perder o momento!

Que edílico quadro
perdido entre dois montes
gotejam folhas, jorram fontes
para lavar este meu fado.

MC

 

publicado por mcarvas às 17:50

Sopro do pensamento

13.11.08


Era uma manhã fria
quando a porta se abriu
e logo ali se ouviu
o som que mais temia!...

Um violino que soltava
notas soltas de vil conto
a todas tomo e não solto
e que em meu peito se crava.

Foi n'uma manhã tão fria
que minh'alma se perdeu
não mais ela aqueceu!

O silêncio que a tomou
o sol não mais brilhou
e mais o frio temia!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:32

Teu sono

13.11.08


Era um momento solene
quando em braços dormias
a leveza que sentias
transpira em meu peito que dorme.

Poder bem alto subir
p'ra mais perto me encontrar
poder-me a teus pés deitar
que teu sono possa sentir.

Quando por fim te encontrar
dar azo a forte sentir
encantos, ainda por vir
teu sono, poder embalar!...

MC

 

publicado por mcarvas às 17:28

Ventos de despedida

11.11.08


Eram tantas as janelas
que se abriram, qual altar
em todas, lenços a abanar
os ventos da despedida.

Soluços encheram o ar
tantos quantos ousei vêr
nos céus sem nada temer
pairavam aves, para te louvar!

Edílico esse momento
esse momento capital...
vivê-lo, um grande mal
senti-lo, é um tormento.

MC

 

publicado por mcarvas às 17:32

Vôos mansos

09.11.08


Oh santos, oh pecadores
oh criadores de venturas
levai-me destes taludes
onde talhei minhas dores.

Vôos brancos possa ter
todos quantos possa querer
poder não voltar a temer
nem tampouco mais sofrer!...

Será pedir demais
que a noite luz, possa ter?
Entre as sombras poder vêr

a força deste meu ser
que insiste em revolver;
Não ser um entre os demais...

MC

 

publicado por mcarvas às 13:55

Cisne branco

09.11.08


Cisne branco, cisne branco
oh cisne de poupa esguia
meu caminho, minha via
p'ra outros mundos de pranto.

Trazes contigo lembranças
talhadas no pensamento
geradas em fogo lento
saudosos tempos de criança.

És uno entre os demais
criador da existênciapois
geras forte essência
no vale dos vendavais.

Avivas com teu voar
as dôres de um recordar
colhidas em manto imenso

nesses vastos céus sem par.
Ao vêr-te tudo se adensa...
é minha alma a gritar!.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:19

Fita engraçada

09.11.08


Cantarolando lá ía
pelas pedras da calçada
na trança, uma fita encarnada
desfiando-se em magia.

Quedou-se ao pé da fonte
onde brotavam alecrins
num alvo lençol sem fim
passou bem junto a mim
juncando um ramo ao cagote!

Os risos da passarada
que enchiam o recanto
pregaram folhas em manto
para enxugar o pranto
de seus risos desvairados.

Tão bela aquela flôr
com sua fita encarnada
seu ar a tudo bafeja
era uma fita encantada
fazendo corar de inveja...
Redenção do criador.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:18

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