Cantando, transpira a alma

Num solfejo de palavras

Esconjura temores, amarguras

Um breve tempero que acalma.

 

Nas quadras de alinhavo

Soltam-se cravos e espinhos

Que tão!... Marcam o caminho

Nesse palrar tão esquivo.

 

Sou todo aquele, e o outro

Que retoma a cada tempo

Sem sossego, nem momento

Se atola em seu tormento.

 

Grilhetas em seu bailado

Moldam tudo por perdido

É nesse fado desmedido

Que tudo perde o sentido

 

MC

 

 

 

publicado por mcarvas às 18:09