Forte amizade

15.10.08


Sempre a cantarolar
saltava no largo o petiz
com um ar tão feliz
e um sorriso de encantar.

Hoje, era polícia
com gestos um pouco rudes
punha um ar sizudo
e o nome a todos pedia!

Mas nesta brincadeira
que tão breve se esvaía
logo nova ele via
e p'ra ela ele partia.

Com um sorriso estampado
e os olhitos a brilhar
atrás o cãosito a ladrar
estavam já a entrar no adro.

E nova aventura surgiu
bem no meio do canteiro
à ponta tinha um sobreiro
p'a onde o cãosito fugiu.

E logo ele o chamou
para que não fugisse
ou mesmo dele se perdesse
e a seus pés ele se deitou.

Une-os uma forte amizade!
Brincam juntos todo o dia
semeando alegria
com gestos de cumplicidade.

A brincar lá vão crescendo
e mais amigos ficando
esta é a mais pura verdade
desta força da amizade.

MC

 

publicado por mcarvas às 20:21

Raio de luz

15.10.08


Certo dia um girasol
perto de um raio de luz,
sorriu de frente para o sol
desse geito em que ele sedûz!

Deu por si tão perto d' àgua,
deu de si tanta amizade
que de si perdeu a mágua
e se esqueceu da saudade.

Por ali fui passeando,
do tempo perdendo o passo...
Perdi-me e lá fui ficando
e a seu lado anseio e enlaço!

Ambos sentindo a corrente
que correndo quase abraça;
Quem nos visse de repente
riria de tanta graça.

E sentados junto ao rio
eu com ela e ela comigo
nem sabemos a côr do frio
pois sempre estou contigo!...

 

MC

 

publicado por mcarvas às 18:05

Solfejo

15.10.08


Quero contar à lua
relatos de um encanto
sob socinto manto
de verdade, nua e crua.

A leveza d'um espírito
em frondosa harmonia
alberga em seu séquito
estonteamente euforia.

Sempre em crescendo maior
vai germinando um solfejo
singelo e terno desejo
em cumplicidade menor.

Gestação permente
encejo de novo alento
cai o pano, muda o tempo
verdade desse momento.

Em branco se acomodou
de pureza se vestiu
nada mais lhe resistiu
tudo que queira... lhe dou.


MC

 

publicado por mcarvas às 17:57

Uma gota de orvalho

15.10.08


 Ressalta no arvorêdo
singela gota de orvalho
de tudo ela tem mêdo
e a todos dá trabalho.

De prantos se cobre o prado;
Em seu seio brada a garça
sempre tão cheia de graça
em lamentos do seu fado.

Eis que em frondoso recanto
o melro expõe o seu canto
em tons de euforia e pranto
sobre tão luzídio manto.

De tão grandiosa beleza
ressalta subtíl mistério
entre o demo e o etéreo!...
É força da natureza.
 

MC

publicado por mcarvas às 12:48

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