Èlege aos céus

22.10.08


Uma elége ergo aos céus
e agradeço ao criador
ter sentido teu amor
gerado por nobres Deuses.

Quando te conheci,nasci!
Nesse momento acordei
passei a viver para ti
logo por ti me apaixonei.

Partis-te p'ra outro mundo
nesse mundo que é só teu
sobre mim o céu se abateu
perdi-me neste meu mundo.

Nada mais tenho a perder
nem mais nada a ganhar
somente sonhar te amar
somente sonhar te ter.

Se um dia renasceres
e estas letras tú leres
é porque já morri
por ti também parti!...

MC

 

publicado por mcarvas às 01:27

Cesário

22.10.08


Do alto do campanário
vi montes, vi fontes
até a velhinha ponte
onde cantava o Cesário.

Seu nome ficou Cesário
por seu cantar miudínho
mas era só um passarinho
muito altivo, um canário.

Eriçava a plumagem
empoleirado n'um galho
cantar, o seu trabalho
escondido na folhagem.

Quando o sol espreitava
saltava logo p'ra ponte
mesmo ao lado tinha a fonte
onde também se banhava!

Harmonia de lugar
um lugar encantado
que sem sombra de pecado
a todos dava um lar.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:26

Ao passar

22.10.08


Ao passar n'um cumieiro
parei! Mirei a paisagem
Barrou-me uma leve aragem
querendo chegar primeiro.

Pairava no ar um odor
sublime em sua leveza
fruto da natureza
impregnado de flores.

A primavera em seu explendor
desabrocha na ribeira
faz florir a cerejeira
rebentam os montes de côr.

Em todo canto espreita vida
os sons são de alegria
anda tudo em correria
é chegada nova vida.

É nesta harmonia
que faz pulsar a vida
que ela se torna aguerrida
carregada de euforia.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:25

Corredores do poder

22.10.08


As iguarías d'alguns
revestem-se de pratos fartos
luxos, mas fracos actos
deixando outros sem nenhum.
A sociedade de hoje
já está moribunda
só ainda não percebeu
que já é defunta.
A honra já se perdeu
que de valores tudo tolhe
e é nesta premíscua vaidade
que ostentam seus haveres!
Para nada têm deveres
expondo a desigualdade;
Nos corredores do poder
onde amealham gabinetes
pagam favores
cobram fretes
para o poder não perder!...
A sociedade está morta
pejada, de doutos e doutores
a que se perdeu já a conta.
É nesta ferocidade
que vão consumindo o povo
que dia a dia, perde de novo
toda a sua mocidade.

MC

 

publicado por mcarvas às 01:22

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